Olá, pessoal! Estamos todos saudosos e com novidades para contar. Nossa ida de Arequipa a Puno, cidade às margens do Lago Titicaca pelo lado peruano, levou 4 horas e meia. No caminho, contornamos e nos despedimos do Misti e outros vulcões mais. Mas não fiquem tristes, pois ainda haverá outros vulcões em nosso roteiro (rs...)
No percurso, passamos pela cidade de Juliaca, que é bastante feia - Puno também não prima pela beleza, mas conta com hotéis interessantes, como a Casa Andina, o Sonesta Posada del Inca e um SPA 5 estrelas branco e grandalhão, todos à beira do Lago e fora do centro nada atrativo da cidade. Ficamos no Collon Inn, um simpático hotel numa casa colonial, a 52 dólares a diária.
No dia seguinte fomos visitar as Ilhas flutuantes de Uros. No porto, tomamos um barco coletivo, administrado pela associação dos moradores das ilhas. A passagem custa 10 soles, mais 5 de ingresso às ilhas. São 30 minutos de navegação pelo Lago e suas totoras (um capim usado pelos locais para fazer as ilhas flutuantes, barcos, casas, artesanatos...) para se chegar a uma das pequenas ilhas que recebem alternadamente os turistas.
Os habitantes de Uros são bastante pobres e vivem hoje em dia mais do turismo, mantendo práticas ancestrais. As ilhas de capim flutuam devido a "bóias" feitas da raiz do totora amarradas às ilhas, que são várias. Após a visita a uma das ilhas menores se visita a "capital", uma ilha um pouco maior, que conta com precário banheiro e um micro mercadinho. Pode-se ir à "capital" em um barquinho de totora. O mais alto lago navegável do mundo é muito grande, bem bonito e compreende uma parte do Peru e outra da Bolívia.
Saímos de Puno por volta das 13:30h, pensando em avançar o máximo na direção de Oruro, na Bolívia, e assim nos aproximarmos do Salar de Uyuni. Mas houve imigração e alfândega (que desta vez fizemos por Copacabana, bem melhor e mais bonito do que por Desaguadero), um pouco de chuva, ficou meio tarde e, para completar, a cidade de Copacabana, a do lado boliviano do Lago Titicaca, nos atraiu. Simples e bonitinha, tinha um hotel ótimo, o Rosario Del Lago, com uma vista maravilhosa do Lago, ótimo padrão e um apartamento lindo para 4 pessoas a US$ 110. Então, ficamos por ali, jantamos bem e descansamos. Vale registrar que a altitude (cerca de 4.000m), volta e meia, provoca algum sintoma como dor de cabeça, olhos irritados, dor nas pernas, cãimbras, dor na barriga, cansaço. Mas calma, gente, não é tudo junto, nem todos sentem isso tudo. Apenas registramos as queixas já ocorridas. Agora, ofegante, todo mundo fica a qualquer lance de escada.
No dia seguinte prosseguimos rumo ao Salar, com uma pequena travessia de balsa pelo belo Titicaca, em uma região muito bonita. Copacabana nos pareceu uma opção interessante para se visitar o Lago, pena que não possui ilhas flutuantes, mas apenas ilhas "normais", como a do Sol e a da Lua, onde existem ruínas precolombianas, que não visitamos desta vez, pois demandam mais tempo de navegação.
Levamos cerca de 2 horas para passar por La Paz, em um trânsito caótico e engarrafado e mais 4 horas para chegar a Oruro, uma cidade cuja periferia é um grande lixão. Decidimos seguir em frente até Uyuni, mais 100 km de estrada de asfalto ruim e 200 de terra precaríssima e bela paisagem, com montanhas nevadas e lhamas pelo caminho. Chegamos por volta das 20:30h e nos hospedamos no nosso já conhecido e super legal Tonito Hotel, uma pousada simples e simpática, que pertence a um casal pra lá de atencioso - ela boliviana, ele estadunidense de Boston - que tem uma pizzaria bacaninha e animada - diárias entre 40 e 60 dólares.
Hoje é o grande dia do passeio pelo maior Salar do mundo. Nesta época, a vastidão branca está inundada pelas águas da chuva, que custam a ser absorvidas pelo chão de sal, refletindo o céu como um grande espelho. Amanhã seguiremos para o Deserto de Atacama, pela Reserva da Fauna Andina Eduardo Avaroa. Grandes abraços, para os que de abraços, e muitos beijos, para os que de beijos. As fotos virão depois...